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Coimbra, Portugal
Somos um grupo de trabalho constituído por cinco alunos do 9ºD da Escola Secundária Infanta D. Maria em Coimbra. Os João Simões, João Craveiro, João Gago, Daniel Miranda e Telmo Donário pretendem com a criação deste blog, proposto na disciplina Área do Projecto, não só abordar o problema do BULLYING mas perceber as suas causas com a intenção de propor mudanças de comportamentos. Como Edmund Burke afirmava: "Para que o Mal triunfe basta apenas que os bons nada façam."

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Prevalência do Bullying em Portugal

Num estudo realizado em Portugal por Susana Fonseca De Carvalho, Luísa Lima e
Margarida Gaspar De Matos (2002), o termo “bullying” foi operacionalizado da
seguinte forma: «uma acção de provocação quando um aluno (mais velho ou mais forte)
ou um grupo de alunos, dizem ou fazem coisas desagradáveis a outro ou gozam com ele
de uma forma que ele não gosta nada. Não é uma provocação quando dois alunos da
mesma idade ou tamanho se envolvem numa discussão ou briga. »

Neste estudo português 47.4% dos sujeitos afirmam já ter sido vítimas de bullying e 36.2% já terem provocado colegas mais novos ou mais fracos.

Podemos com este estudo constatar quais as características e quais as principais diferenças
entre os jovens portugueses com diferentes tipos de envolvimento em comportamentos
de Bullying na escola:

Os rapazes estão sempre mais envolvidos do que as raparigas em comportamentos de
bullying. Os mais novos e os que frequentam anos de escolaridade mais baixos estão
significativamente mais envolvidos em comportamentos de vitimização e em
comportamentos de duplo envolvimento (como vítimas e como provocadores).

Conclui-se que em Portugal os jovens que mais frequentemente referem não se envolver
em comportamentos de bullying são as raparigas, os mais velhos e os que frequentam um
nível de escolaridade mais elevado. Este grupo sem envolvimento no bullying ainda se
caracteriza por ser diferente do grupo dos provocadores ou do grupo das vítimas nos indicadores
relativos à violência fora da escola, à relação com os pais, à saúde mental
(sintomas de depressão e queixas físicas e psicológicas), à atitude face à escola, às
expectativas de futuro e ao nível sócio-económico.

Por seu lado, no grupo dos provocadores encontram-se com maior frequência os rapazes
e os mais velhos e no grupo das vítimas os mais novos de idade, os que têm uma menor
escolaridade e também os rapazes. Os indicadores que diferenciam estes dois grupos são
a violência fora da escola, a relação com os pares, os consumo de drogas, tabaco e álcool
e a atitude face à escola.
Ainda em relação a estes dois grupos – provocadores e vítimas, as causas encontradas
para os comportamentos de provocação foram: a violência fora da escola, as queixas
físicas e psicológicas, o consumo de tabaco e álcool, a atitude face à escola, o nível
sócio-económico, o sexo e a idade.

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