"Certa vez, um professor, presenciou uma reacção entre dois alunos que o abalou. Viu Alex ofendendo intensamente Fernando. Fernando vivia viajando nos seus pensamentos, era distraído, não se concentrava, sofria por antecipação, preocupava-se muito com as coisas que não aconteciam. A ansiedade dele era bem intensa. Além disso, tinha dificuldade de aprendizado. Não conseguia acompanhar a classe.
O jovem era tão disperso que frequentemente fazia perguntas sobre um assunto que o professor havia acabado de explicar. Outras vezes, fazia comentários que nada tinham a ver com o assunto tratado. Muitos dos seus colegas zombavam dele pelas costas.
Os alunos não sabiam o valor da inclusão, a importância de conviver com pessoas diferentes. Não compreendiam que os maiores erros cometidos pela humanidade ocorreram por não aceitar e respeitar pessoas diferentes, seja no campo intelectual, social, racial, cultural ou religioso.
Júlio César era paciente com Fernando e admirava sua participação. Como Romanov, pensava que jovens calados são bons para formar um exército, mas não uma equipa de pensadores. Não queria uma plateia de robôs.
Após Fernando fazer mais uma pergunta sem relação aparente com o assunto ensinado, Alex não se aguentou e gritou do fundo da classe:
— Burro! Mongolóide! Acorda!
A turma caiu em gargalhadas. Alex era considerado o líder da turma e Fernando era considerado o patinho feio da classe. Humilhado, lacrimejou os olhos, sentiu um nó na garganta. Logo depois, levantou-se e ameaçou sair do ambiente.
Júlio César imediatamente fez uma intervenção:
— Por favor, Fernando, não saia. — E olhando para toda a classe e depois para o agressor, comentou: — Você acabou de cometer um grave erro contra seu colega. Zombou de sua capacidade intelectual. Fez dele um palhaço e objecto de deboche diante de toda a turma. Sabia que muitos pensadores tinham o perfil psicológico de Fernando? Eles brilharam porque não tiveram medo de perguntar, de se expressar.
Alex tentou disfarçar escondendo seu rosto. Mas o professor fez uma célebre defesa da inclusão social. Disse que quem não é capaz de aceitar pessoas diferentes comete atrocidades nas relações sociais. Comentou sobre a escravidão dos negros, a morte de seis milhões de judeus na Segunda Grande Guerra, conflitos entre cristãos e muçulmanos na história, a turbulência na região da Caxemira na índia e em muitos outros lugares.
Comentou ainda que a nossa espécie está doente, doente pela discriminação, pela falta de respeito, solidariedade, pela dificuldade de inclusão social. E acrescentou:
— Os fracos julgam e excluem, mas os fortes incluem e compreendem. — Em seguida, ainda não satisfeito, perguntou para Alex: — Sabe como se chama esse tipo de agressividade entre os colegas?
Alex não soube responder. Em seguida, o professor fez a mesma pergunta para a classe. Mas ninguém sabia a resposta.
— Fenómeno bullying — respondeu com segurança.
— Que fenómeno é esse? — perguntou Joana, curiosa.
— Bully quer dizer valente, agressor. Toda vez que os colegas agridem, diminuem, discriminam ou rotulam outros colegas, eles cometem o fenómeno bullying, se tornam agressores, controladores e até carrascos emocionais deles. Entre as crianças e adolescentes existem muitas brincadeiras. Algumas são saudáveis, estimulam a criatividade e o prazer. Entretanto, outras machucam profundamente a emoção e geram traumas na personalidade.
Alex engoliu saliva e calou-se. Júlio César também havia sido vítima do fenómeno bullying na adolescência. O assunto tocava-lhe fundo, por isso resolveu falar sobre alguns segredos da mente humana para compreenderem melhor como esse fenómeno pode prejudicar drasticamente a formação da personalidade."
Escolhemos este texto do livro "Filhos Brilhantes, Alunos fascinantes" de Augusto Cury, psicólogo brasileiro, porque achamos que introduz bem o tema.
É importante para nós que quem nos visitar perceba que compreender o que é o Bulling não é, apenas, o nosso objectivo. Mudar a nossa forma de estar quando reconhecemos que é errada, ou levar os que nos rodeiam a mudar de atitude quando errada é, esse sim, o nosso maior objectivo.
O texto é simples. Fala acerca da diferença e de como, em vez de reconhecermos nela algo de positivo e enriquecedor, por vezes insultamos, pomos de parte...de como as pessoas que sofrem na pele essa diferença sofrem e ficam marcadas para o futuro.
Mais à frente fala também de como, a uma escala já maior, este tipo de atitude leva a ódios e guerras...
Assim, propomos a quem nos visita, que reflitam connosco e partilhem a sua opinião. Deixamos algumas questões no ar a que, também nós, procuraremos responder em breve:
Porque acontece o Bullying?
Conheces alguns casos?...queres partilhar?...
Se na escola se formam os adultos do futuro não será aqui que teremos de começar a modificar os comportamentos?..que pode a escola fazer nesse sentido?..





Dos Autores:
ResponderEliminarEscolhemos este texto do livro "Filhos Brilhantes, Alunos fascinantes" de Augusto Cury, psicólogo brasileiro, porque achamos que introduz bem o tema.
É importante para nós que quem nos visitar perceba que compreender o que é o Bulling não é, apenas, o nosso objectivo. Mudar a nossa forma de estar quando reconhecemos que é errada, ou levar os que nos rodeiam a mudar de atitude quando errada é, esse sim, o nosso maior objectivo.
O texto é simples. Fala acerca da diferença e de como, em vez de reconhecermos nela algo de positivo e enriquecedor, por vezes insultamos, pomos de parte...de como as pessoas que sofrem na pele essa diferença sofrem e ficam marcadas para o futuro.
Mais à frente fala também de como, a uma escala já maior, este tipo de atitude leva a ódios e guerras...
Assim, propomos a quem nos visita, que reflitam connosco e partilhem a sua opinião. Deixamos algumas questões no ar a que, também nós, procuraremos responder em breve:
Porque acontece o Bullying?
Conheces alguns casos?...queres partilhar?...
Se na escola se formam os adultos do futuro não será aqui que teremos de começar a modificar os comportamentos?..que pode a escola fazer nesse sentido?..
Meus amigos,
ResponderEliminaracho o tema actual. Penso também que é preciso coragem tanto para denunciar o que está mal em vez de virar as costas, como para reconhecer que por vezes maltratamos os outros. Mas o mais importante é CRESCER.
Crescer é aprender a fazer melhor. Para responder ao vosso desafio a escola é importante nesta aprendizagem e faz parte integrante do crescimento. Também ali se formam os homens do futuro.
Tenham coragem de condenar o Bullying mas de ajudar quem o pratica a crescer, isto é, a fazer melhor.
Seguirei com atenção a evolução do vosso blog.
Parabéns
Vicente
Finalmente encontro um blog com muito mérito e repleto de algo muito bom... Seria otimo que todos os que por aqui passem ,contribuam com toda a dignidade a encorajar este grupo de alunos a continuarem este extraordinário trabalho e quem sabe , eles, ao aprendererem possam transmitir aos mais velhos, algo muito bom e positivo.
ResponderEliminarO mais importante em qualqer jogo, não é vencer, mas participar...Da mesma forma , o mais importante na vida, nao é o triunfo, mas o empenho. O essencial, não é ter vencido, mas ter lutado por uma causa tão nobre como a vossa. Muita força para voces e não desistam...
Espero continuar a surpreender-me com as vossas iniciativas.
também vi o vosso video... ele fala por si...